Archive for Opinião

A MINHA PRIMEIRA ENTREVISTA


marisa_luis-fotoNo âmbito do ciclo de entrevistas de comunicação, ofereci-me para realizar a primeira entrevista. Esta seria ao director da Universidade FM e tinha como tema “A importância da informação numa rádio local”.

Realizei todos os passos necessários para a entrevista (contactos, recolha de informação, preparação da entrevista) até que chegou finalmente o dia da entrevista. Dirigi-me, juntamente com a Bárbara (minha parceira de grupo) e com o professor Simão aos audiovisuais, onde a entrevista foi realizada e foi aí que percepcionei que as coisas não seriam tão fáceis como contava que fossem. Leia o resto deste artigo »

Leave a comment »

Era uma vez a justiça em Portugal

No outro dia, estava eu sentada a almoçar e tinha a televisão ligada, como habitualmente, nas notícias que são transmitidas a essa hora. Do meio das noticias com quase quatro minutos sobre o desemprego, a violência, a fraude por parte de personalidades do país, houve uma noticia, que apesar de ter passado me segundos me chamou a atenção. Tratava-se de uma notícia acerca de um homem, um sem abrigo, que foi condenado a um ano de prisão por ter roubado metade de um pão. Insólito não é?

Um mendigo que não tem o que comer, rouba para comer (sim porque não estamos a falar de um assalto a um banco nem a bombas de gasolina apenas por diversão ou luxúria), é preso e condenado á prisão num curto espaço de tempo e os grandes grupos de crime organizado, que roubam muitas vezes por prazer, que circulam em carros topo de gama, tem casas que apenas fazem parte dos sonhos dos que trabalham honestamente e que não precisam de roubar metade de um pão pois tem a mesa recheada porque assaltaram umas bombas de gasolina ou a ourivesaria mais próxima? Esses estão e continuaram em liberdade… Mas porque? Será que alguém me consegue explicar a justiça do país em que vivemos? Não consigo entender como alguém pode ser preso por não ter o que comer enquanto circulam pelo país bandos de crime organizado que fazem assaltos todos os dias e nunca são presos.

Leave a comment »

“ Ao Senhor Primeiro Ministro…”

Como cidadã deste país e membro de um futuro que se avizinha sombrio sinto-me no direito de expor a minha opinião acerca do estado deste nosso país. Em primeiro lugar, questiono-me acerca das tão polémicas obras públicas que muito têm dado que falar mas que nunca se chega a nenhuma conclusão. Não digo com isto que se deva esquecer o interior que há muito necessitava de acessos apenas agora projectados ou construídos, falo de um TGV, ou de uma OTA… Será mesmo necessário “deitar abaixo” o dinheiro do Estado em obras que, na minha singela opinião, não são de extrema importância (já temos três aeroportos)?

Uma boa forma de conseguir a maioria absoluta (que tanto quer) não será satisfazer as verdadeiras necessidades dos seus compatriotas?

Começando talvez pelas realidades que o senhor não vê, pois quando sai à rua o país praticamente pára para que não lhe falte nada e não tenha contacto com o verdadeiro Portugal. Por todo o país existem pessoas a receber subsídios; será que todas essas pessoas necessitam mesmo desses subsídios? É verdade que existe desemprego mas também é verdade que existe pessoas para quem o conforto do lar e o dinheiro dos contribuintes ao fim do mês é a melhor forma de viver. E os empréstimos a fundo perdido? Onde estará o dinheiro? As empresas continuam a fechar e o desemprego a aumentar. Então mas esses fundos não eram para ajudar a combater a crise? Os professores continuam insatisfeitos, ao contrário do que se diz não por causa da avaliação mas por causa da forma de avaliação, docentes a avaliar docentes? Será esse o método mais correcto? Algumas instituições continuam a comprar carros topo de gama; estamos ou não em contenção de despesas? Ou será que isso só para alguns bolsos? O Senhor Primeiro Ministro sente a crise? Tem que abdicar de alguma coisa porque o seu salário não lhe permite obter o que deseja? Poderia enumerar mais uns quantos exemplos da realidade do país em que vivemos e não o que o Governo pinta como sendo o país das maravilhas, em qual poucos já acreditam.

Como reagiriam os nossos antepassados a esta situação? Fariam promessas que não poderiam cumprir ou lançavam-se ao mar para mais uma vez dobrar o cabo das tormentas?

Marisa Fernandes

 

 

Leave a comment »