PORTUGAL REENVENDICA MAIS ATLÂNTICO

marUma investigação científica levou a fundo as pretensões portuguesas relativas á sua área de soberania e revela que o domínio territorial português pode duplicar.

A proposta que Portugal vai apresentar ás Nações Unidas já na próxima semana pretende ver reconhecidos os direitos sobre cerca de três milhões de quilómetros quadrados, contando com a Zona Económica Exclusiva e a Plataforma Continental.

A investigação que teve como principio o reconhecimento do fundo marinho teve início em 2005, com o objectivo de provar ate onde vai a plataforma terrestre em que assenta a parte continental do país, bem como a da Madeira e dos Açores.

Esta ideia está patente na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que admite aos países com mar reivindicarem a posso do fundo marinho e dos seus recursos, no caso de serem a continuação morfológica da plataforma continental.

O estudo esteve a cargo da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, sendo o coordenador Pinto Abreu, que revela que existe uma continuidade entre Portugal Continental, a Madeira e os Açores. Os mapas de levantamento do fundo marinho foram feitos recorrendo a meios sofisticados de batimetria e sonares que mostram que essa plataforma, nos Açores vai além dos 630 quilómetros.

A forma do fundo submarino e, em algumas zonas, as suas características, por exemplo em relevos e geoquímica, foram “batidos” pelos equipamentos instalados em navios oceanográficos e pelos sentidos do Veículo de Operação Remota (ROV). Os resultados permitiram determinar, na maior parte dos limites e com grande aproximação, onde acaba a crusta continental e começa a crusta oceânica.

Os levantamentos realizados atingiram os 1,8 milhões de quilómetros quadrados, sendo a fasquia máxima calculada de 1,4 milhões e a área estudada permitir a sedimentação em 1,370 milhões.

Somos então, segundo Pinto Abreu em declarações ao “Jornal de Noticias”, “um pais de pelo menos três milhões de quilómetros quadrados”. Este estudo veio também acrescentar muitos conhecimentos novos, “Há muitos casos em que encontrámos uma realidade nova”, garante Pinto de Abreu.

A resposta da Nações Unidas deverá chegar em 2013, sendo agora necessário afinar os dados para a última avaliação dentro de dois anos.

Fonte: “Jornal de Noticias”

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