CRISE PASSA AO LADO DOS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR

Foram 735 os estudantes, que entre ensino público e privado precisaram de mais apoios sociais, referiu o ministro Mariano Gago à Comissão de mariano-gagoEducação.

Foi ontem, na Assembleia da República que durante uma audição da Comissão de Educação, o Ministro Mariano Gago Revelou que desde Outubro de 2008 foram apenas 18 os jovens dados como aptos pelos Serviços de Acção Social para obterem bolsa de estudo.

A atribuição das bolsas de estudo está dependente dos rendimentos do agregado familiar ou do próprio estudante caso este seja independente.

O ministro garante que os dados dos Serviços de Acção Social das instituições de Ensino Superior Público revelam que apenas 1% dos 62 mil bolseiros foram já afectados pela crise, sendo este 1% cerca de 12 mil alunos, dos quais forma revistos 107 processos.

A oposição afirma serem” números enganadores, afirmou Pedro Duarte do PSD ao Jornal “Público”. O deputado social democrata vão mais longe e diz que o cenário criado por Gago faz com que “o ensino superior pareça uma ilha em que afinal não se passa nada” . Também ao Jornal “Público”, Ana Drago do Bloco de Esquerda afirma que “o que estes números significam é que a Acção Social não está a responder ás carências”.

Estas declarações surgem numa altura em que noticias recentes dão conta da possibilidade de abandono de 30% dos estudantes do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa devido a dificuldades económicas. Um número que sobe para os 50% se juntar mais 20% no Algarve.

Para Já Abel Baptista, do CDS, o “orçamento disponível é claramente suficiente”, apesar do acréscimo de 790 mil euros, o orçamento disponível é de 10 milhões de euros.

Mariano Gago referiu também que os estudantes estrangeiros terão a possibilidade de concorrer a bolsas de estudo, nas mesmas condições dos estudantes portugueses. Outras das alterações previstas pelo Governo é a realização de provas específicas para cada curso, colocando um ponto final na possibilidade de se ter acesso sem realizar provas específicas. Esta medida prevê por exemplo que não se entre em Engenharia sem a realização e aprovação da prova específica de Matemática.

Fonte: Público

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